sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Meu modo particular de ser vítima e agente


Fim de semestre na faculdade, tensão por todos os lados, ao que se somam os problemas de ordem pessoal/familiar, e ainda os questionamentos políticos. EXPLODI! Estou com meu impulso de coitado à flor da pele. “Vejam como eu sofro!” “Por favor, OLHEM PRA MIM!”. Meu modo particular de ser vítima é olhar para este quadro que apresentei acima, -somado às obrigações empregatícias, dívidas , e a sempre presente, falta de dinheiro – e pensar no sistema que me oprime, e isto já me basta para que eu justifique minhas ações antisociais. Estas ações, cujas conseqüências são por mim imediatamente percebidas, são, geralmente, baseadas no meu belo e maravilhoso sistema auto-defensor do meu EGO freudiano. Eu olho para o outro, e “digo”: “olha tô estressado, então se eu te ‘atropelar’ você não pode ligar, viu?” Numa ação preventiva em que o que parece é que meu estresse, se não o é, será culpa dele, mas todavia, tb o é. Porque muitas vezes eu tento me isolar mas as obrigações não nos permitem não nos relacionarmos, porém , há os que tem um senso de amizade diferente do meu e quando eles o põe em prática a relação fica mais pesada para o meu lado, pois devo me relacionar em momentos em que eu me dispus em me sentir vítima de minha própria conjuntura, e estou lá tentando ser o ser mais mesquinho do mundo porque naquele momento isto é reconfortante. Eu estando mal me fecharia para mim mesmo, num auto-consolo que beira o ridículo mas é funcional. Mas a culpa do outro vem daí, ao termos que por algum motivo estar juntos, ele age de modo a estabelecer um laço que naquele exato momento é falso, e essa aproximação forçada é tentada porque o outro pressupõe que te entende, se duvidar acha que te entende até melhor que vc mesmo! O mais engraçado disto q acabo de falar é que eu faço isso o tempo todo. Mas perceber isso não justifica o fato de eu andar por aí como um burro-de-carga com meu digníssimo tapa olhos dando meus coices por aí. O mais louco de tudo isso é quando eu já demonstrei que sou uma anta limitada e o outro, ou melhor, ou os outros, como aconteceu em nosso belíssimo cineclube Mario Pedrosa - História USP dia 28/11/08 na exibição de Cronicamente Inviável (Bianch, 2000), entrão na disputa de ego com você. Aí vira uma comédia ridícula de disputa egocentrica mesquinha de pequenas vitórias. E qual a solução que eu achei para isso neste dia: 'O RELATIVISMO', mesmo porque não sairíamos dali nunca! E pensando em ação para superar minhas limitações digo: vou continuar tentando, sempre. Vou cineclubar, vou discutir, vou aprender! Eu quero aprender, com calma - me respeitando e tentando respeitar o outro - a controlar meu impulso antidemocratico, autoritário, ditatorial. Porém, antecipo-lhes, que isto não quer dizer assumir uma posição passiva, humilhada. Não é um baixar de cabeça, é simplesmente poder ter orgulho de bater no peito e dizer: Eu estou aqui para tentar superar a lógica sistêmica e não é porque estou empenhado nisso que devo ser um ser com ar superior, pois não adianta eu superar minhas limitações se não for para discutir em pé de igualdade com meus iguais, assim, o que está na mesa é crescer coletivamente, e pretendo conseguir, ou melhor, conseguiremos!



PS.: Post publicado anteriormente por mim em outro blog...

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